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O gênio da catedral "Sou tímido e espalhafatoso, torre traçada por Gaudí" O mestre espanhol Antonio Gaudí y Cornet nasceu em Reus, na Tarragonha, em 25 de junho de 1852. Filho de um caldeireiro, aos 17 anos foi para Barcelona estudar arquitetura. A criatividade começava a transbordar. Em 1878, ao concluir a primeira grande encomenda, a casa Vicens, gastara tanta cerâmica que quase levou o cliente à falência. Mas o projeto agradou, a cerâmica virou moda e o proprietário, que também produzia o material, voltou a encher o bolso.
Satisfeito, Guell encomendou uma cidade-jardim, um condomínio em comunhão com a natureza. Construído entre 1900 e 1914, o projeto, com raras casas, virou um parque, onde se destaca o Banco Infinito, um banco ondulado recoberto de mosaicos - a marca do mestre. Hoje, o Parque Guell é o ponto turístico mais visitado de Barcelona depois de La Sagrada Familia, localizada em outro terreno do conde. Outros pontos sempre visitados são a Casa Mila, toda em pedra, e a casa Batllo, onde a preocupação com a luminosidade é uma constante. |
Como todas as catedrais, a Sagrada Familia começou como uma capela.
A idéia original era ampliá-la como clone da Basílica de Loreto. Por problemas
financeiros e intrigas, a obra foi tocada primeiro pelo arquiteto Francisco Paula Villar
e, depois, por Juan Martorell. Achando tudo muito complicado, este indicou o auxiliar
Gaudí, que assumiu a responsabilidade em 1883, após estudar o projeto por um ano.As torres dos sinos representam os apóstolos e o centro da nave é o corpo de Cristo. Gaudí trabalhava nela como quem faz um castelo de areia, salpicando detalhes e ignorando as linhas retas. Sempre usando material barato, como cacos de garrafas e pratos, azulejos e cerâmica. Para tocar o projeto, que impressionou e influenciou Picasso, Dalí e Miró, o arquiteto de sonhos passou a morar numa tenda ao lado do canteiro de obras. E ali morreu, sem concluir a missão que começara há 43 anos, atropelado por um motorista distraído com a beleza do monumento, no dia 7 de junho de 1926. Sessenta e seis anos e dois dias depois, o Rio de Janeiro ganhava uma homenagem a Gaudí, com a abertura do restaurante La Sagrada Familia . Como a catedral, uma obra aberta, que, com o passar do tempo, ganha novos detalhes e dá saborosos frutos. |
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